| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Phaethornithinae |
| Jardine, 1833 | |
| Espécie: | P. margarettae |
O rabo-branco-de-margarette é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) phaethön, phaö = sol, brilho do sol; e ornis = pássaro; e de margarette = homenagem a Margaretta Lammot DuPont Greenewalt (d. 1991) esposa de Crawford Hallock Greenewalt, presidenet da DuPont Corporation (1948–1962), conservationista e fotógrafo. ⇒ Pássaro do Sol de Margaretta.
É uma espécie “grande”, com retrizes (penas da cauda) centrais longas e pontas brancas. Padrões faciais marcantes, vermelho ou laranja no bico. Lado ventral cinza e listras claras da cabeça ocre-pálido. Dimorfismo sexual quase indiferenciado.
Comprimento: 16,5 a 17 cm - Asa: 63mm - Bico: 37-39mm - Cauda: 65mm.
Tal qual todos os demais beija-flores, alimenta-se de néctar e pequenos artrópodes.
A parada nupcial é acompanhada de canto, sendo o chilreado seguido de piados baixos na fase de perseguição da fêmea e mais forte ao iniciar o voo para acompanhá-la quando ela se esquiva, fugindo em revolteio pela densa vegetação da floresta. Na fase de exibição da plumagem, o macho contorna em voo a fêmea, que permanece em pouso em um ramo a uma altura de 1 metro e meio do solo e ele, em voo com a cauda aberta ao máximo (em leque), eriça as plumas esbranquiçadas do centro da garganta e repete, em canto, algumas sílabas, em chilreado contínuo. A belicosidade dessa espécie, se torna pronunciada só com outros indivíduos da mesma espécie, pois foge das demais espécies de beija-flores. Somente a fêmea afugenta e arrebata todos os pássaros que se aproximam do ninho, mesmo espécies diversas de outras famílias.
Constrói seu ninho na parte ventral da extremidade da folha encurvada da palmeira de maneira tal que fica completamente abrigado das chuvas. Usa musgos e sementes com filamentos sedosos, de diversas plantas. Como o ninho é do segundo tipo da classificação de A. Ruschi, possui um apêndice terminal em forma de cauda, que lhe dá estabilidade ao ser impulsionado pelo vento. Incubação e cuidados com a Prole: Como acontece com todos os representantes dessa família, só a fêmea cuida da confecção do ninho e da incubação dos dois ovos, que nessa espécie é de 15 dias. Só ela cuida dá prole: os jovens deixam o ninho com 20 dias de vida.
O banho é tomado em água límpida, no córrego, em local da mata frequentado pela manhã até 08:00 e pela tarde até 17:00, todos os dias no mesmo local. Antes de mergulhar na água, sobrevoa o local espelhando-se e explorando o melhor ponto para lançar-se e subitamente emergir, voltando para o mesmo mergulho e em seguida ir pousar num ramo próximo ao local para logo em seguida sacudir as asas e a cauda. Repetem esse processo várias vezes, voltando para o mesmo local do pouso anterior, onde vão então fazer a completa higiene de toda a plumagem, sacudindo as asas e a cauda, passando o bico e completando o embricamento perfeito das penas com ele. Para o canto, escolhe um ramo de 2 a 3 metros do solo, em local abrigado da mata, onde o sol filtrado o atinge e intercala-o com uma parada para o espreguiçar a alçar voo para tomar alimento.
O descanso é feito no mesmo local do canto, onde toma seu banho de sol, eriçando a plumagem do pescoço e corpo, retorcendo-se e alçando a cabeça, ao mesmo tempo em que coloca seu corpo para o lado oposto e entreabre a cauda em leque. Permanece por mais de cinco minutos nessa posição, embora a mude para um e outro lado e às vezes perpassa os pés pelo bico como se estivesse a tirar os malófagos (ectoparisitos) que o importunam e caminham pela base do seu bico. Para dormir, buscam um ramo abrigado sob uma folha e bem rente à mesma, a uma altura variável de 3 a 5 metros, mudando-o a cada dia, mas nas imediações do dia anterior.
É uma espécie endêmica do Brasil. É encontrada na Mata Atlântica do norte do Espírito Santo e Bahia (até o Recôncavo).